2ª Guerra Mundial

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2ª Guerra Mundial

Mensagem por Low em Dom Nov 09, 2008 1:36 pm

Como não temos tempo, pegaremos isso do Wikipédia. clown

A Segunda Guerra Mundial (1939–1945) opôs os Aliados às Potências do Eixo, tendo sido o conflito que causou mais vítimas em toda a história da Humanidade. As principais potências aliadas eram a China, a França, a Grã-Bretanha, a União Soviética e os Estados Unidos. O Brasil se integrou aos Aliados em 1943. A Alemanha, a Itália e o Japão, por sua vez, perfaziam as forças do Eixo. Muitos outros países participaram na guerra, quer porque se juntaram a um dos lados, quer porque foram invadidos, ou por haver participado de conflitos laterais. Em algumas nações (como a França e a Jugoslávia), a Segunda Guerra Mundial provocou confrontos internos entre partidários de lados distintos.
O líder alemão de origem austríaca Adolf Hitler, Führer do Terceiro Reich, pretendia criar uma "nova ordem" na Europa, baseada nos princípios nazistas que defendiam a superioridade germânica, na exclusão — e supostamente eliminação física incluída — de algumas minorias étnicas e religiosas, como os judeus e os ciganos, bem como deficientes físicos e homossexuais; na supressão das liberdades e dos direitos individuais e na perseguição de ideologias liberais, socialistas e comunistas.
Tanto a Itália quanto o Japão entraram na guerra para satisfazer os seus propósitos expansionistas. As nações aliadas (como a França, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América) opuseram-se a estes desejos do Eixo. Estas nações, juntamente com a União Soviética, após a invasão desta pela Alemanha, constituíram a base do grupo dos Aliados.

Causas da Segunda Guerra Mundial

A assinatura do tratado de paz no final da Primeira Guerra Mundial (Tratado de Versalhes) deixou a Alemanha humilhada e despojada de suas possessões. Perdeu seus territórios ultramarinos e, na Europa, a Alsácia-Lorena e a Prússia Oriental. Os exércitos aliados ocuparam a região do Reno, limitaram rigorosamente o tamanho do Exército e da Marinha alemães, e o seu país foi obrigado a pagar indenizações pela Primeira Guerra Mundial que logo provocaram o colapso de sua moeda e causaram desemprego em massa.

Hitler na rota da Expansão

Logo após o abandono da Liga das Nações (que já se ressentia da ausência dos Estados Unidos, URSS e Brasil) pelo Japão, foi a vez da Alemanha retirar-se. Anunciando a saída da representação germânica, Hitler declarou que o não desarmamento das outras nações obrigava a Alemanha àquela forma de protesto. Embora na realidade ele simplesmente desejasse furtar-se às peias que a Liga das Nações poderia opor à sua política militarista, o Führer teve o cuidado de reiterar os propósitos pacifistas de seu governo. Aliás, nos anos seguintes, Hitler proclamaria suas intenções conciliatórias em várias oportunidades, como meio de acobertar objetivos expansionistas.
O nazismo fortalecia-se rapidamente na Alemanha. Hitler precisava do apoio de Reichswehr para realizar o rearmamento alemão, mas a maioria dos generais mantivera-se até então numa atitude de expectativa em relação ao novo governo. A pretensão das tropas SA, manifestada por seus chefes em múltiplas ocasiões, de se transformarem em exército nacional, horrorizava os militares profissionais, educados na Escola von Seeckt. Parecia-lhes um absurdo entregar aquela pequena, mas eficientíssima máquina, que era Reichswehr, nas mãos dos turbulentos "camisas pardas", acostumados apenas a combates de rua. Hitler inclinava-se a dar razão aos generais, o que vinha contra os interesses dos SA mais radicais. Em alguns círculos da milícia nazista, já se falava na necessidade de uma segunda revolução que restituísse ao Partido o ímpeto inicial.
O capitão Ernst Röhm, grande influenciador das tropas de choque nazistas, as SA, passou então a não só se mostrar mais radical ao Führer, mas ainda a incentivar a deposição de Adolf Hitler e fazer então um novo Putsch. Heinrich Himmler, chefe das SS, que na época era apenas uma subdivisão das SA, entregou a Hitler provas dos planos elaborados por Röhm - uma tentativa de assassinato a todos os grandes nomes do partido nazista, que, segundo os próprios planos, seria conhecido como "Noite das facas longas".


Reincorporação do Sarre e criação de uma "Luftwaffe"

Em 13 de janeiro de 1935, o nazismo obteve seu primeiro sucesso internacional. O Sarre era um antigo território alemão que tivera suas jazidas exploradas pelos franceses, durante 15 anos, como parte das reparações de guerra estabelecidas pelo Tratado de Versalhes. Agora, um plebiscito junto à população decidia, por maioria esmagadora, a reincorporação do Sarre ao Reich. Logo em seguida, em março, Hitler abalava a Europa com duas declarações retumbantes: No dia 9, anunciou a criação da Luftwaffe (Força Aérea) e, no dia 16, o restabelecimento do serviço militar obrigatório, elevando imediatamente os efetivos de Wehrmacht (Força de Defesa, novo nome das forças armadas alemãs), de 100.000 para 500.000 homens. Ambas as declarações foram feitas em sábados, para que seu impacto internacional fosse amortecido pelos feriados dos fins-de-semana.

A reconquista da Europa

A partir de 1943, os exércitos aliados foram recuperando território passo a passo. Os soviéticos obrigaram os alemães a retroceder e os norte-americanos ocuparam parte da Itália.
A 6 Junho de 1944, no chamado Dia D (D-Day), os Aliados efectuaram um desembarque nas praias da Normandia (Operação Overlord), em que participaram o Exército Britânico (lutando nas praias de Gold e Sword), o Exército Americano (lutando em Omaha e Utah) e o Exército Canadense (lutando em Juno). Os americanos sofreram por volta de duas mil baixas, pois os tanques Sherman, (disfarçados de Chatas pelo Exército Americano para os esconder, e torná-los um fator surpresa) afundaram. Já o Exército britânico não teve muitas baixas em Gold e Sword, pois seus tanques blindados e especializados (em cortar trincheiras e explodir minas) conseguiram ultrapassar. Era o início da Batalha da Normandia. A Wehrmacht, não conseguiu responder ao ataque devidamente, pois o comandante da área (à época, General Erwin Rommel) não estava presente, pois seu carro havia sido bombardeado durante uma viagem à Alemanha e, encontrava-se internado num hospital da Luftwaffe

Imagens:



Vala de mortos.



Discursso de Hitler.



Mulher da Tropa Aliada resgatando uma criança de uma cidade bombardeada.



Alemão e sua MG34.



Anti-Aéreas Russas.



Flaks-88 tentando atingir B17's.



Massacre de Dresden.



Aichi-Val decolando.



Cartaz após a disputa de Market Garden.

Sites interessantes:

www.clubedosgenerais.org/portal/modules.php?n...
www.warbirdsresourcegroup.org/IJARG/d3aval.htm
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"Verdades verdadeiras"

Mensagem por Kaiser Remus em Qui Jan 01, 2009 9:26 pm

De fato é bom colocar o conteúdo do Wikipedia por ser um assunto muito extenso. A Segunda Guerra Mundial provém da Primeira, que provém da Unificação Alemã dos meados do século XIX. Tanto o lado dos Aliados quanto do Eixo, houve tragédia, morte e miséria. Nunca se esqueçam que o fator geográfico que salva um país é o fato de ele ser uma ilha: como os EUA e o Japão. Para o desastre do Japão, houve as bombas atômicas, mas como podem perceber, nunca nenhum aliado conseguiu penetrar na ilha, assim como o Eixo na América.A rivalidade era ainda maior quando se tratava de choques entre EUA x Japão e Rússia x Alemanha, devido a ideais políticos e nacionalismo.

"A Terceira Guerra Mundial eu não sei como será, mas a quarta será com paus e pedras."

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História da 2ª Guand Guerra.

Mensagem por |GFW|.B1-663R em Seg Fev 02, 2009 11:13 am

Idea aki peço q as pessoas se atenham a fatos históricos! Idea
Arrow se possível com riqueza d detalhes.
Suspect GFW também eh cultura! Suspect
vlw!
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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.B1-663R em Seg Fev 02, 2009 11:18 am

2 d fevereiro d 1943 - 2ª guerra mundial: o exército soviético vence a batalha d estalingrado, a + sangrenta da história, revertendo o conflito, em favor dos aliados.
Evil or Very Mad
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Prelúdio da Guerra!!!!!!

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Seg Fev 02, 2009 3:18 pm

Prelúdio da Guerra

A assinatura do tratado de paz no final da Primeira Guerra Mundial deixou a Alemanha humilhada e despojada de suas possessões. Perdeu seus territórios ultramarinos e, na Europa, a Alsácia-Lorena e a Prússia Oriental. Os exércitos aliados ocuparam a região do Reno, limitaram rigorosamente o tamanho do Exército e da Marinha alemães, e o seu país foi obrigado a pagar indenizações pela Primeira Guerra Mundial que logo provocaram o colapso de sua moeda e causaram desemprego em massa.

Assim, foi numa Alemanha envenenada pelo descontentamento que Adolf Hitler ergueu a voz pela primeira vez. Apelando para a convicção do povo alemão de que tinham sido brutalmente oprimidos pelos vencedores da guerra, logo conseguiu uma larga audiência. Falava de grandeza nacional e da superioridade racial nórdica, denunciava judeus e comunistas como aqueles que haviam apunhalado a Alemanha pelas costas e levado o país à derrota, e por meio de um programa intensivo de propaganda criou o Partido Nacional-Socialista, que em 1932 tinha 230 lugares no Parlamento alemão e cerca de 13 milhões de adeptos. Depois da morte do Presidente Hindenburg, em 1934, o poder de Hitler tornou-se absoluto. No verão de 1934, eliminou implacavelmente os rivais e, desprezando a regra de lei, estabeleceu um regime totalitário.

Em seguida deu inicio a um programa de rearmamento, em contravenção ao Tratado de Versalhes, mas sem ser impedido pelos demais signatários, e no começo de 1936 já estava confiante o bastante para enviar tropas alemães para reocupar a região do Reno. Mais uma vez os Aliados não fizeram nenhuma tentativa para detê-lo, e a operação foi bem sucedida. Mais tarde, no mesmo ano, ele e seu aliado italiano fascista Benito Mussolini enviaram auxílio a Franco na Guerra Civil Espanhola e assinaram um pacto unindo-os no Eixo Berlim-Roma.

A preocupação primária de Hitler durante esse período foi com a necessidade alemã de Lebensraum, ou seja, espaço vital. Se o país devia passar de nação de segunda categoria para primeira potência mundial, necessitava de espaço para se expandir, e se precisava comportar uma população em rápido crescimento e exigindo prosperidade, necessitava de terras para cultivo e matérias-primas para energia e indústria.

Começou olhando na direção da Áustria, que já possuía um forte movimento nazista, mas cujo chanceler estava ansioso por conservá-la como nação independente. Os exércitos de Hitler avançaram assim mesmo e, em 1938, entraram em Viena, sem encontrar oposição. Hitler tivera êxito pela combinação de uma diplomacia de força e um hábil desenvolvimento de sua máquina de propaganda.

A Checoslováquia seria a próxima vítima. A região fronteiriça, conhecida como Sudetos, tinha uma população alemã que se sentia excessivamente discriminada tanto pelos tchecos quanto pelos eslovacos. A região era rica em recursos minerais, tinha um grande exército, e ostentava fábricas de equipamento bélico Skoda. Incitando o descontentamento da população germânica, Hitler foi capaz de fomentar a agitação na Checoslováquia, que levou a um confronto armado na fronteira. Nessa altura, o primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, representando os defensores da Checoslováquia - Inglaterra, França e Rússia -, foi à Alemanha acalmar Hitler. O resultado de uma série de reuniões foi que, a menos que os Sudetos fossem anexados à Alemanha, Hitler começaria uma guerra; mas se suas reivindicações territoriais na Checoslováquia fossem atendidas, não faria reivindicações posteriores no resto da Europa. A França e a Inglaterra concordaram - apesar de suas promessas de proteger a Checoslováquia -, e Hitler, quebrando também a sua promessa, mais tarde invadiu a Checoslováquia inteira. Considerou que a Inglaterra não estaria preparada para lutar por aquele país, e que a França não ia querer lutar sozinha - e estava certo; mas na vez seguinte, quando invadiu a Polônia, elas declararam guerra.

Como a história provaria mais tarde, a declaração veio com excesso de atraso. As vacilações das potências ocidentais haviam permitido que Hitler alcançasse uma força armada e uma posição na Europa, cujo desalojamento levaria seis anos de carnificina. Twisted Evil

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Ter Fev 03, 2009 12:51 pm

Começa a Luta!!!

Nas circunstâncias, as exigências de Hitler na Polônia até que foram modestas: tudo o que reclamava, dizia, era a devolução do porto alemão de Dantzig e livre acesso a ele e à Prússia Oriental através da Polônia, o Corredor Polonês. A Polônia não estava inclinada a ceder, e vendo que a Inglaterra reagira violentamente à ocupação da Checoslováquia, Hitler não fez muita pressão no inicio. Afinal de contas, a Inglaterra havia duplicado seu efetivo bélico e dera à Polônia uma garantia absoluta de proteção. Mas percebeu que a garantia não valia nada sem o apoio russo de leste, e, percebendo que os ingleses iam se apressar a solicitar esse apoio, tratou de trazer a Rússia para o seu lado. Os russos tinham sido evitados pelos ingleses quando ofereceram, anteriormente, uma aliança, e não estavam relutantes, depois de superada a desconfiança inicial, em fazer um acordo com Hitler, particularmente quando este lhes prometia uma oportunidade de recuperar o território polonês que havia perdido em 1918.

Assinado o pacto Molotov-Ribbentrop, o caminho de Hitler estava livre, e em 1° de setembro de 1939 forças alemães cruzavam a fronteira polonesa. Seguiu-se a primeira demonstração da eficácia da tática móvel combinando forças blindadas e aéreas. Os poloneses concentraram seus exércitos bem à frente, perto da fronteira, e suas reservas ficaram escassamente espalhadas. Assim, quando as colunas blindadas de Hitler, apoiadas pela luftwaffe, atravessaram as fortificações da Polônia, as tropas polonesas, marchando a pé, foram incapazes de retroceder com rapidez suficiente para se reagruparem. Num hábil movimento de pinças, Bock e Von Rundstedt, do norte e do sul respectivamente, lançaram seus homens em direção a Varsóvia. Em 17 de setembro tropas russas cruzaram a fronteira oriental e, apesar da valente resistência, Varsóvia caiu a 28 de setembro.

A oeste, ingleses e franceses haviam conseguido pouca coisa, parte por causa da lentidão da mobilização, parte por causa de idéias táticas ultrapassadas. A leste a Polônia caiu porque seu Exército, ainda confiando em maciças cargas de cavalaria, era um anacronismo, posto em total desorientação pela implacável investida das forças compactas e altamente móveis de Hitler.

A Alemanha e a Rússia dividiram a Polônia entre si, e a Rússia foi além, fazendo consideráveis exigências territoriais à Finlândia, contra o que os finlandeses se opuseram. Seguiu-se uma guerra onde os finlandeses lutaram dura e amargamente, mas que em março de 1940 já era uma questão decidida.

O colapso da Polônia foi seguido pelo que se tornou conhecido como “guerra disfarçada” que durou até a primavera de 1940. Durante esses meses, os líderes aliados consideraram plano ofensivo após plano ofensivo - sem chegar a conclusão alguma -, enquanto Hitler, depois de ter a sua oferta de paz aos Aliados rejeitada em outubro, desenvolveu seus planos para uma ofensiva impetuosa e decisiva contra a França. Quanto mais cedo desencadeasse sua ofensiva, menos preparados estariam os franceses para lhe fazer frente, e depois de derrotada a França, ele tinha certeza de que a Inglaterra negociaria a paz. Entretanto, o tempo, seus generais e as condições climáticas estavam contra ele, e mesmo quando finalmente fixou a data de 17 de janeiro para início da ofensiva, um extraordinário incidente liquidou seus planos. Um oficial alemão, voando de Munster para Bonn, perdeu a rota e aterrissou na Bélgica. Foi preso, e com ele seus captores encontraram o plano operacional completo da Alemanha para o ataque ao oeste. Quando o novo plano, o Plano Manstein foi posto em prática, trouxe poucas surpresas desastrosas para os Aliados.

Nesse meio tempo, e para consternação de seus adversários, Hitler investiu ao norte, repentinamente, atacando a Noruega e a Dinamarca. A 9 de abril de 1940, forças alemães desembarcaram em vários portos ao longo da costa norueguesa e também invadiram a Dinamarca. No fim do mesmo dia, haviam tomado Oslo e os portos principais de Trondheim, Bergen e Narvik, enquanto a Dinamarca agüentou apenas 24 horas. Como é que esses dois países se encaixavam no esquema de Hitler? A maior parte do minério de ferro para o esforço alemão de produção de guerra vinha do norte da Suécia, através de Narvik e Hitler quis salvaguardar a passagem marítima da Noruega, temendo que a Inglaterra ocupasse esse país, usando a Dinamarca como valioso fornecedor de provisões.

Quando Hitler atacou, a Inglaterra foi em auxílio da Noruega, desembarcando tropas perto de Narvik e Trondheim. Mas chegaram tarde demais, pois os alemães, nessa altura, já haviam estabelecido uma posição forte o bastante para serem capazes de derrotar seus atacantes, auxiliados por uma esmagadora superioridade aérea. Para os ingleses, o afundamento de uma flotilha de destróieres alemães em duas manobras no fiorde de Narvik - uma das quais envolvendo o navio de guerra Warspite - não foi mais que pequeno consolo para a completa derrota na campanha norueguesa. Para Hitler isso significou a certeza de fornecimento de minério de ferro e uma base para ataques aéreos à Inglaterra e, mais tarde, aos comboios com destino à Rússia. Mais uma vez as forças alemães se haviam movido rápido demais para seus oponentes. Twisted Evil

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por N@to-BNU-SC em Ter Fev 03, 2009 8:19 pm

Alguem tem algo sobre a tomada de monte castelo pelos Brasileiros???
E sobre as tropas a "Acobra vai fuma", "Senta a pua", etc....? scratch
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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Qua Fev 04, 2009 8:02 am

O Brasil na Guerra

No início do conflito o Brasil procurou ficar neutro, mantendo uma posição de equilíbrio entre as grandes potências, segundo a política externa de Getúlio Vargas. No entanto, com o ataque japonês a Pearl Harbor no final de 1941 e as pressões que vinha sofrendo por parte dos Aliados para que se definisse a seu favor, o governo brasileiro rompeu relações com o Eixo no começo de 1942. Em agosto desse ano, em vista do torpedeamento de cinco navios brasileiros por submarinos alemães, nosso governo decidiu, no dia 22, declarar-se em estado de beligerância contra a Alemanha e a Itália.

A 23 de novembro de 1943 foi então criada a Força Expedicionária Brasileira, englobando a recém-criada 1a Divisão Expedicionária e elementos do Corpo de Exército e dos Serviços Gerais, num total de 25.334 homens, comandados pelo General-de-Divisão João Baptista Mascarenhas de Morais.

Depois de meses de preparativos, os transportes para a Itália deram-se entre 2 de julho de 1944 e 8 de fevereiro de 1945. Juntamente com a FEB seguiu o 1o Grupo de Caças, esquadrão aéreo composto de 42 oficiais e pilotos e 400 homens de apoio, equipados com 28 aviões P-47 Thunderbolt.

Desembarcadas em Nápoles, as tropas brasileiras seguiram depois para a região de Pisa, na província de Toscana, centro-norte do país, onde iniciaram suas operações de guerra. Dali se concentraram na região dos Apeninos, entre os rios Arno e Pó (províncias de Toscana e Emília), estendendo-se as operações, mais tarde, até o Piemonte, no norte da península.

A 5 de agosto de 1944 o 1o escalão da FEB é incorporado ao 5o Exército americano, comandado pelo General Mark Clark. Decidiu-se que a nossa Força Expedicionária (Grupamento Tático) ficaria agregada ao 4o Corpo de Exército, com exceção do Q-G Divisionário, ficando o comando do grupamento, do General Zenóbio da Costa, subordinado ao daquele Corpo de Exército a 13 de setembro de 1944.

Em 16 de setembro o Destacamento da FEB (Grupamento Tático) deslocou-se de Vada a Vecchiano, tomando posse da linha Monte Comunale-Il Monte. Aí se dão as primeiras vitórias brasileiras, com a ocupação de Massarosa e Bozzano. A 18 o General Zenóbio decidiu ocupar Camaiore. Dali lançou-se todo o contingente à conquista das elevações que dominam a rodovia La Rena-Gattoria. Assim conseguiu o destacamento cerrar os prováveis postos avançados do sistema defensivo dos Apeninos, a linha Gótica. A 26 de setembro o General Zenóbio, num avanço de 18 km, resolve atacar as posições inimigas em Monte Prano.

Em 28 de setembro o 4o Corpo de Exército ordena ao General Zenóbio que prossiga até Castelnuovo di Garfagnana, pelo vale do rio Sachio. Porém, com a ocupação das localidades de Fornaci e Coreglia Antelminelli e a captura de uma fábrica de munições e acessórios para aviões, aquela ordem foi suspensa.

Em outubro de 1944 o General Dutra visita o teatro de operações da Itália e recebe a direção temporária do 6o Corpo de Exército Provisional, composto do Destacamento FEB e de um grupamento tático americano, a Task Force 45.

A 30 de outubro os brasileiros conquistaram La Rochette, Lama di Sotto, Lama de Sopra, Prodescello, Pian de los Rios, Colle e o monte San Quirico. Esse avanço encerra a primeira parte da operação relativa a Castelnuovo de Garfagnana, chegando-se a 4 quilômetros da posição inimiga.

Nesse mesmo dia o General Mark Clark reúne todos os comandantes de tropas em seu QG de Passo de la Futa. Então, a 1a Divisão de Infantaria Expedicionária é incorporada ao 4o Corpo de Exército, substituindo os exaustos elementos da 1a Divisão Blindada americana.

No dia 21 de fevereiro de 1945, depois de uma série de marchas e contramarchas, com vitórias parciais e derrotas, a 10a Divisão de Montanha, recentemente chegada, apoderou-se de Monte Belvedere, ao passo que a 1a DIE lançava nova investida sobre Monte Castelo, capturando-o. Aos poucos, a 10a Divisão de Montanha conquista o monte Della Toraccia, graças à tomada de La Serra pela 1a DIE. A 5 de março de 1945 são conquistados, por fim, os montes Della Castellana e de Castelnuovo, possibilitando a abertura da estrada Porreta Terme-Marano ao tráfego aliado.

Tendo em vista completar a ruptura da linha inimiga a oeste do rio Reno, em 16 de abril a 10a Divisão e a 1a Divisão Blindada apoderam-se das regiões de Vergato e Tole, chegando ao vale do Pó. No dia 21 as tropas brasileiras apoderam-se ainda de Montese e depois Montello e Zocca. A partir daí coube ao 4o Corpo de Exército cerrar sobre o vale do Pó. Em 28 de abril os brasileiros intimaram a 148a Divisão de Infantaria alemã a se render em Fornovo, aprisionando 14.779 soldados inimigos.

No fim de abril, com os Aliados rompendo todas as linhas inimigas, vem a derrocada final dos alemães na Itália. A 1a DIE ocupa então as localidades de Piacenza e Alessandria, enquanto a 1a Divisão Blindada toma Novara e segue para Turim, onde o 75o Corpo de Exército alemão, comandado pelo General Joseph Pemsel, se rende. A última etapa da jornada, a 2 de maio, culminou na ligação do Grupamento 11, brasileiro, com a 27a DI francesa em Susa, próximo à fronteira francesa.

Em 29 de abril chegavam emissários dos generais alemães Vietinghoff-Scheel e Wolff, levando os termos da rendição. Finalmente, a 2 de maio de 1945, em Florença, é assinada a capitulação incondicional dos alemães pelo General von Senger und Etterlin e o General Mark Clark.

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Qua Fev 04, 2009 8:05 am

Capitão João Tarciso Bueno - do 11º RI / Monte Castelo!!!!


No ataque a Monte Castelo, em doze de dezembro ultimo, o Cap. Bueno comandava a 1ª Cia. do 11º RI. Inicialmente marchava em seu lugar próprio, à frente do segundo escalão. Quando se juntaram fogos inimigos sobre a sua Cia. esta entrou numa fase critica. Sem perda de tempo Cap. Bueno tomou a decisão de passar à frente e pessoalmente impulsionar sua tropa, transmitindo-lhe um reflexo novo de entusiasmo. Ao atingir seu objetivo, agora combatendo com granadas de mão, foi gravemente ferido, tão perto das linhas inimigas que permaneceu no local por mais de vinte e quatro horas. O Capitão JOÃO TARCISO BUENO é um raros exemplos de coragem, dignidade, compreensão exata do papel de chefe, tenacidade, todas essas qualidades que fortalecem o ânimo da tropa brasileira e a torna capaz de ações de relevo.

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por N@to-BNU-SC em Qua Fev 04, 2009 6:11 pm

"Bueno...mui bueno.." Twisted Evil
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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Sex Fev 06, 2009 1:58 pm

A Batalha da França



Chegando a termo a campanha dos Aliados na Noruega, Hitler lançou sua ofensiva para oeste, que deveria culminar com a evacuação da Força Expedicionária Britânica (BEF) de Dunquerque e com a queda da França.

A ofensiva foi iniciada com assaltos bem-sucedidos na Holanda e na Bélgica. Desembarques de tropas aéreas em Haia e Roterdã foram cronometrados para coincidir com ataques na fronteira oriental da Holanda, e essa combinação revelou-se altamente eficaz ao criar a confusão de que os alemães precisavam. As forças blindadas alemães abriram uma brecha ao sul e atravessaram rapidamente o país para se juntar às forças lançadas do ar em Roterdã, enquanto a luftwaffe mantinha uma pressão implacável. Cinco dias depois do assalto inicial, os holandeses capitularam.

A Bélgica seria a próxima a sentir os efeitos do tratamento da Blitzkrieg de Hitler. Aqui, novamente, o ataque alemão veio de terra e ar. Dois objetivos essenciais tinham que ser assegurados antes que a invasão principal pudesse ser desencadeada: a captura intactas, de duas pontes-chaves sobre o canal Albert e o silenciamento do poderoso forte belga em Eben Emael. Um ataque terrestre seria movido com lentidão suficiente para impedir os belgas de dinamitar as pontes e de fazer o melhor uso possível dos canhões de Eben Emael. Assim, pequenos destacamentos aéreos foram silenciosamente lançados do céu: as pontes foram garantidas e o forte, silenciado. As tropas alemães atravessaram o canal, penetrando a linha de defesa belga do outro lado. Duas divisões Panzer moveram-se rapidamente através da brecha criada desse modo, e logo as forças belgas estavam em retirada geral. As tropas britânicas e francesas estavam subindo para apoiá-las, quando, seguindo o brilhante Plano Manstein, o exército de Von Rundstedt, depois de efetuar a travessia das Ardenas, emergiu nas ribanceiras do Meuse. Essa manobra de surpresa pegou os Aliados desprevenidos. Não haviam imaginado que os alemães tentassem uma ofensiva de porte através das montanhas cobertas de mato das Ardenas, região difícil para tanques e veículos motorizados. Investindo contra os alemães, que atacavam ao norte, e mantendo uma forte concentração defensiva na Linha Maginot, ao sul, haviam deixado uma passagem fracamente defendida no extremo ocidental, incompleto da Linha Maginot - exatamente onde os alemães apareceram. Liderada pelo audacioso comandante General “Veloz Heinz” Guderian, a infantaria Panzer e os tanques, com apoio aéreo da Luftwaffe, logo se encontraram do outro lado do Meuse. Uma vez cruzado o rio, seu rápido avanço teria prosseguido sem reveses não fosse a repentina falta de nervos do Alto Comando alemão. Temendo um contragolpe aliado, deteve a marcha de Guderian até que a infantaria tivesse uma oportunidade de alcançá-lo, e só então lhe deu sinal verde. Suas divisões Panzer se estenderam para a frente, rumo á costa norte da França.

Essa manobra, os ingleses não demoraram a perceber, encurralaria suas forças entre alemães avançando de leste através da Bélgica, o exército de Rundstedt vindo do sul, os destacamentos Panzer de Guderian a oeste, e o Canal da Mancha ao norte. Guderian logo atingiu a costa norte, separando a BEF de Boulogne e Calais.

Tornava-se claro, agora, que as tropas britânicas teriam que ser evacuadas por mar, e quando o Exército belga se rendeu, a disputa estava decidida. O único porto de embarque ainda desimpedido era Dunquerque, e, ainda assim, ameaçado pelas divisões Panzer que se encontravam a apenas 16 km.

Se Hitler tivesse resolvido dar ordens nesse sentido, a BEF poderia ter sido aniquilada ou forçada a capitular nessa altura, mas por motivos que nunca ficaram claramente identificados, ele manteve distância e teve inicio a agora legendária evacuação de Dunquerque. Fustigada pelos constantes ataques da Luftwaffe, a frota de navios e barcos que zarpou da Inglaterra para participar da evacuação levou de volta 338.000 homens.

A relutância de Hitler em acabar com a BEF enquanto isso estava a seu alcance pode ter tido muitas causas, entre as quais, talvez, uma expectativa de que os ingleses quisessem fazer um acordo de paz com ele. Entretanto, a única conseqüência da evacuação foi deixar partir 338.000 homens das forças aliadas, prontas para lutar contra ele novamente num outro dia. Os ingleses foram capazes, assim, de repelir a subseqüente ameaça de invasão, o que, no final das contas, contribuiu para a derrota da Alemanha.

Contudo, a Batalha da França ainda não estava acabada. As forças francesas tinham sido severamente diminuídas, enquanto os alemães, por seu lado, haviam trazido reforços e reposições. Sem mais que uma pausa para retomar fôlego, desencadearam uma ofensiva contra a frente francesa, ao longo do Somme e do Aisne. A resistência inicial foi feroz, mas após dois dias as divisões Panzer de Hoth atravessaram a linha de fogo perto de Rouen, e a defesa ruiu por terra. A 14 de junho de 1940, apenas 10 dias depois que a última remessa de soldados havia deixado Dunquerque, e apenas 9 dias depois de ter começado a nova ofensiva, as tropas alemães entravam em Paris. O governo francês havia partido para Tours a 9 de junho, forças alemães estavam aprofundando-se cada vez mais em território da França, fragmentando o Exército francês em pequenas unidades, e a situação parecia sem esperanças. A 25 de junho, o Marechal Pétain assinava um armistício com Hitler no mesmo vagão ferroviário que testemunhara a assinatura do armistício de 1918 pela Alemanha.

Os fatos até aqui, culminando no repentino colapso da resistência francesa, haviam provado conclusivamente a eficácia da tática Blitzkrieg. Com forças móveis relativamente pequenas, e com apenas tanques leves e médios, Hitler havia, num espaço de tempo muito curto, tomado posse, ou colocado sob controle, a maior parte da Europa ocidental. Cada vez que se movia, fazia-o rapidamente demais para seus oponentes - na Noruega, Dinamarca, Holanda e Bélgica -, enquanto um brilhante desempenho pôs a França e a Inglaterra de joelhos com uma velocidade que nem ele próprio havia esperado. Para a Inglaterra, que agora devia lutar sozinha, as perspectivas eram negras.

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Seg Fev 16, 2009 1:52 pm

A Batalha da Grã-Bretanha

A queda da França e a evacuação de Dunquerque teriam deixado a Inglaterra, com seu Exército em desordem e sua Força Aérea ainda longe da potência adequada, exposta a um assalto devastador por parte da Alemanha, se esse assalto tivesse sido desencadeado imediatamente. Mas Hitler se deteve, primeiro porque os arranjos e preparativos para a invasão da Inglaterra por mar, conhecida como Operação Leão-Marinho, estavam longe de estarem completos, e segundo porque esperava que Churchill, reexaminando a situação perigosamente fraca da Inglaterra, tentasse fazer negociações de paz. Os termos dessa paz, achava Hitler, seriam altamente favoráveis a ambas as partes: a Inglaterra se retiraria do conflito e permitiria a Hitler prosseguir sem ser molestado rumo à dominação da Europa; e a Alemanha, por sua vez, se comprometeria a deixar a Inglaterra e seu império ultramarino tranqüilos.

Churchill, porém, não tomou qualquer iniciativa para entrar em tais negociações, e, com a Leão-Marinho adiada para setembro, Goering foi instruído para lançar um vigoroso ataque aéreo contra Inglaterra, a fim de enfraquecer a possível resistência à invasão quando esta ocorresse. Os chefes do Exército e da Marinha de Hitler soltaram um suspiro de alívio. Tinham sido sempre cépticos quanto às chances de sucesso da invasão, visto que seria uma operação de extraordinária complexidade logística e tática, e estimularam animadamente, portanto, o desejo de Goering de agradar o Fuhrer demonstrando a supremacia do poder aéreo da luftwaffe.

Em 5 de agosto Goering recebeu a ordem de ir em frente, e a Batalha da Inglaterra começou. Goering tinha à sua disposição cerca de 2.700 aviões - número consideravelmente maior do que o que os ingleses podiam reunir. Entretanto, ambos os lados possuíam uma quantidade quase igual de aviões de combate, e a Inglaterra tinha três pontos a seu favor. Dispunha de um sistema de radar auxiliado por membros do Corpo de Observadores; estava em condições de construir aviões mais depressa (para substituir as perdas); e seus Spitfires e Hurricanes, tendo de voar uma distância menor até a área do conflito, dispunham de combustível para permanecer mais tempo em combate. Em contrapartida, o Hurricane era mais lento do que o Me 109 alemão (embora o Spitfire fosse ligeiramente mais veloz), e a RAF estava com escassez de pilotos treinados, fato que veio à tona quando a batalha terminou.

Os alemães chamaram o 13 de agosto como Adletag, ou seja, Dia da Águia. Assinalava o lançamento de um esquadrão de 1.400 aviões alemães, com ordens para destruir as bases da RAF e as instalações de radar a sudeste de Londres. Entretanto, os primeiros movimentos não corresponderam às expectativas de Goering. O radar inglês e o sistema de observação davam à RAF condições de ter seus aviões no ar imediatamente, prontos para enfrentar a Luftwaffe, e por uma perda de 45 aviões alemães Goering pôde apenas relatar danos sérios em duas bases inglesas e a destruição de 13 aviões da RAF. O tempo nublado restringiu as atividades da Luftwaffe no dia seguinte, 14 de agosto, mas a 15 de agosto ocorreu o ataque mais violento da batalha inteira. Mais de 1.500 aviões alemães, mais de um terço dos quais composto de bombardeiros, atravessaram a costa britânica. Era a tentativa de Goering para esmagar de uma vez a resistência aérea dos adversários. Houve dois ataques a campos de pouso no norte da Inglaterra: uma feroz resistência obrigou uma esquadrilha de bombardeio, escoltada por aviões Me 110 que não puderam fornecer muita proteção, a voltar atrás sem causar prejuízos sérios; a outra, embora sem escolta, infligiu pesados danos à base da RAF de Duffield, em Yorkshire, apesar de sofrer graves perdas também.

No sul da Inglaterra, as bases de Hawkinge e Lympne foram atacadas, sendo que a última ficou temporariamente fora de ação. Por todo o dia, numa desconcertante variedade de ataques, os alemães tiveram os aviões de combate ingleses à sua cola. Felizmente para os ingleses, os ataques alemães não foram bem coordenados e puderam, portanto, ser rechaçados, mas quando duas investidas maciças foram desfechadas no sul da Inglaterra em rápida sucessão, à noite, os ingleses foram forçados a revidar com uma resposta maciça. Para enfrentar o primeiro ataque, nada menos do que 170 aviões de combate decolaram - um tributo à coordenação e ao controle do Comando de Combate. Ambos os ataques foram repelidos, sem que provocassem grandes danos.

As perdas da Luftwaffe nesse dia totalizaram 76 aviões, enquanto os ingleses perderam apenas 34. Estava ficando claro que o domínio do ar sobre a Inglaterra era um objetivo mais difícil do que se supusera. A 16 e 18 de agosto, foram desferidos ataques em escala bem maior, mas ambos conseguiram pouca coisa, e as perdas alemães foram graves. Goering havia superestimado as perdas inglesas e, acreditando que a RAF estaria tão enfraquecida em números que o uso do radar não seria mais um fator crucial, concentrara seus esforços sobre as bases da RAF mais do que sobre as instalações de radar. Mas estava errado em ambas as considerações e pagou pelo erro com a perda de mais de 450 aviões nas primeiras três semanas de agosto.

A 24 de agosto, depois de uma breve bonança, Goering desferiu uma segunda ofensiva contra uma Inglaterra sitiada. A superioridade que a RAF conservava até então dessa vez não foi mantida sem sacrifício: houve pesadas perdas, que não estavam sendo compensadas pela velocidade de produção de novos aviões; fábricas e campos de pouso sofreram danos consideráveis; os pilotos estavam tensos e exaustos; não havia novos pilotos saindo dos centros de treinamento com rapidez suficiente para substituir os que tinham sido perdidos. Além disso, a tática de Goering melhorou, e o final de agosto viu um aumento assustador nas perdas britânicas. Mas as perdas da Luftwaffe haviam-lhe reduzido consideravelmente a potência, e quando a 7 de setembro Hitler instruiu Goering para mudar sua política de visar incessantemente o Comando de Combate da RAF para uma série de bombardeios diurnos sobre Londres, aquele comando teve uma chance para recuperar parte de sua força. Naquele dia Goering e Kesselring se puseram sobre os penhascos da costa norte da França e observaram o maciço esquadrão de 1.000 aviões alemães passar por cima de suas cabeças em direção à Londres. O cais, o centro e o leste de Londres foram bombardeados, causando morte ou ferimentos a 1.600 civis. A oposição de solo e ar foi muito fraca - havia canhões insuficientes e a RAF chegou tarde em cena - e um reforço alemão enviado na mesma noite perdeu apenas um avião em ataques que duraram a noite toda.

Seguiu-se uma série de ataques noturnos a Londres, durando até 3 de novembro, conhecida como Blitz. Apesar do início vacilante, os ingleses logo passaram a dar um tratamento ainda mais violento à Luftwaffe. As defesas antiaéreas foram consideravelmente aumentadas e o Comando de Combate, aproveitando a folga concedida pelo relaxamento da pressão sobre suas bases, logo recuperou forças.

Em 14 de setembro, data marcada para o desencadeamento da Operação Leão-Marinho, a frota para a invasão estava pronta, mas Goering não havia destruído nem Londres nem a RAF, e a invasão foi adiada. Não podia ser adiada por muito tempo, porém, pois as condições de tempo se tornariam desfavoráveis, e na manhã de 15 de setembro Goering e Kesselring lançaram mil aviões sobre Londres, num maciço ataque diurno. Num combate que se estendeu por todo o dia, seis aviões alemães foram abatidos, as perdas da RAF contaram 26 unidades, e finalmente, permanecendo intactas as defesas britânicas, o ataque foi rechaçado.

A 18 de setembro deu-se a ordem para que a frota Leão-Marinho, devido ao mau tempo e aos persistentes ataques de bombardeiros da RAF, fosse dispersada. A única finalidade do assalto aéreo alemão à Inglaterra - o enfraquecimento para a invasão - fôra frustrada, e embora o bombardeio continuasse por algum tempo, o clímax havia passado.

A 3 de novembro, pela primeira vez em meses, nenhum alarme antiaéreo preveniu os londrinos de um ataque iminente. Entretanto, uma nova ofensiva estava a caminho. A 14 de novembro iniciou-se uma campanha de bombardeios noturnos sobre as cidades, centros industriais e portos ingleses. Coventry foi a primeira a sofrer, depois Birmingham, Southampton, Bristol, Plymouth e Liverpool. Londres foi alvo de um ataque pesado em 29 de dezembro, e depois a Luftwaffe abrandou, devido ao inverno. Em março os ataques recomeçaram e a 10 de maio Londres sofreu um assalto realmente violento, mas a 16 do mesmo mês a Luftwaffe desviou a atenção para a iminente invasão da Rússia e o pior havia passado.

Nessa famosa batalha, a Alemanha chegou muito mais perto da vitória do que a Inglaterra admitiu ou Hitler imaginou. Se os ingleses não tivessem bombardeado Berlim em 25 de agosto, Hitler não teria ordenado à Luftwaffe que concentrasse o ataque sobre Londres, e o ataque às bases avançadas do Comando de Combate poderia ter sido repelido num momento em que a RAF estava em seu ponto mais fraco. E se mais tarde a Luftwaffe tivesse persistido mais tempo em seus ataques contra centros industriais, a Inglaterra teria sido posta de joelhos. Dois erros táticos, análogos ao erro de não liquidar com a BEF em Dunquerque, afrouxaram o aperto de Hitler na Inglaterra - e ela sobreviveu para lutar noutra ocasião.

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por N@to-BNU-SC em Seg Fev 16, 2009 6:35 pm

Boa Anjo..GFW tamber é "curtura"....

Ps. Se e professor de história??? bounce
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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por Chong em Ter Fev 17, 2009 6:00 pm

kkkkk

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Ter Fev 17, 2009 6:56 pm

A América Antes de Pearl Harbor

Por toda a década de 30, a América manteve uma política de rígido isolamento que incluía os acontecimentos na Europa. Quando Mussolini atacou a Etiópia, em 1935, o congresso aprovou um ato impedindo o presidente, Roosevelt, na época, de intervir em qualquer dos lados. Igualmente, quando rompeu a Guerra Civil espanhola, o congresso insistiu em que a América adotasse uma posição neutra, proibindo remessas de armas para qualquer das partes. Atado por uma legislação dessa ordem, Roosevelt não podia fazer mais, à medida que a situação na Europa se tornava mais e mais ameaçadora, do que exortar os americanos a adotar uma atitude mais aberta em relação ao exterior, esperando que a opinião pública gradativamente se voltasse contra os regimes fascistas na Europa, que representavam uma ameaça, ainda que distante, para a paz mundial. Mas nem a ocupação da Checoslováquia, a invasão da Polônia ou a declaração de guerra da Inglaterra e seus aliados europeus foram capazes de gerar um movimento unificado pró-abandono da neutralidade americana. Quando a França caiu, porém, e a Inglaterra permaneceu sozinha entre a agressão alemã e os Estados Unidos, o sentimento popular mudou da noite para o dia. Finalmente o congresso autorizou um programa de mobilização e adoção de medidas visando ao fornecimento de ajuda à Inglaterra. Primeiro enviou-se um excedente de armamento; depois, concluiu-se um acordo de transferência de destróieres americanos da primeira guerra mundial para as bases navais britânicas e por fim o Congresso aprovou a Lend-Lease Bill (Lei de Empréstimos e Arrendamentos), estipulando o fornecimento de equipamento de guerra para os adversários do fascismo em condições de pagamento fácil. No momento em que Roosevelt terminou suas conversações com Churchill a bordo do navio de guerra Prince of Wales, ao largo da Terra Nova em agosto de 1941, era evidente que a neutralidade americana não era mais que formal, pois a nação se comprometera com o lado aliado.

Hitler não gostou nem um pouco disso. E se indispôs ainda mais com os Estados Unidos quando a América tomou a iniciativa de proteger a chegada de fornecimentos transportados pelo Atlântico, oferecendo cobertura de escolta. Submarinos alemães atacaram pela primeira vez navios americanos em 1941, e quando a navegação americana na zona de segurança ao largo da costa oriental se tornou um alvo para submarinos, pelo final do mesmo ano, os Estados Unidos fizeram seus preparativos finais para a ação, embora sem declarar guerra formalmente. Foi nesse período de inquietação que o Japão atacou Pearl Harbor.

As relações entre os Estados Unidos e o Japão andavam tensas há algum tempo, e o principal ponto de discórdia eram as tentativas japonesas de colocar a China sob o controle do império do sol nascente, por meios bélicos. A Guerra Sino-Japonesa começara em 1937, provocando protestos americanos, visto que os Estados Unidos tinham fortes interesses na China. A recusa do Japão em dar ouvidos a esses protestos moveu o governo americano a declarar um embargo na exportação de certos produtos para o Japão, inclusive petróleo, o que gradualmente reforçou a disputa. Privados de uma importante fonte de combustível, os japoneses tinham duas alternativas: aceitar um acordo humilhante com uma América pretendendo a inviolabilidade da China; ou procurar petróleo em outro lugar, se necessário pela força.

Não conseguindo firmar o acordo com o governo das Índias Orientais Holandesas para o fornecimento de petróleo, os japoneses decidiram negociar mais uma vez com os Estados Unidos, no verão de 1941, esperando que ainda houvesse uma chance de romper o embargo em termos aceitáveis. Se isso falhasse, teriam que recorrer a força nas Índias. Falhou, e houve endurecimento de atitude de ambas as partes.

Pelo final de 1941 parecia que a guerra era inevitável, e os dois lados apressavam seus preparativos. Para ganhar tempo um embaixador japonês foi enviado a Washington na metade de novembro, a fim de apresentar uma última oferta do Japão, cuja rejeição era conclusão previamente determinada, mas deveria manter as discussões em andamento até que o Japão estivesse pronto para atacar. Os americanos também, contemporizaram. Finalmente, quando Roosevelt foi informado das intenções do Japão em romper relações diplomáticas, aeronaves japonesas atacaram a base naval americana de Pearl Harbor, na ilha havaiana de Oahu.

Isso aconteceu às 8 horas da manhã de 7 de setembro de 1941, a frota americana e os campos de pouso estavam desprevenidos, e o estrago foi feito em meia hora. Sete navios de guerra foram destruídos ou seriamente danificados. Apenas os porta-aviões escaparam, porque não estavam no local no momento. Tendo desmembrado a frota americana, os japoneses podiam dar prosseguimento a seu programa de conquista no Pacífico.

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Re: 2ª Guerra Mundial

Mensagem por |GFW|.Anjo do Inferno em Ter Fev 17, 2009 6:58 pm

O Japão Assola o Oriente

O vitorioso ataque japonês à base americana de Pearl Harbor, em 7 de setembro de 1941, efetivamente eliminou, como pretendiam os japoneses, a ameaça de intervenção americana em suas operações no sudeste do Pacífico. Uma quantidade de outras operações simultâneas ao ataque a Pearl Harbor, deveria levar ao colapso extraordinariamente rápido da resistência ocidental no extremo oriente.

A primeira a cair foi Hong Kong, que tinha a fraqueza inerente de estar situada a apenas 650 km das bases aéreas japonesas em Formosa e a 2.600 km da base britânica em Cingapura. Hong Kong foi atacada do continente a 8 de dezembro por uma poderosa força japonesa, que, depois de vencer os obstáculos iniciais, desembarcou na extremidade nordeste da ilha e avançou para o sul, cortando as forças de defesa pelo meio. Dezoito dias após o início da operação, a guarnição de Hong Kong capitulou.

Ainda no mesmo dia do ataque a Pearl Harbor, aviões japoneses investiram contra uma base aérea americana em Luzon, a maior das ilhas da Filipinas. O ataque pegou os americanos desprevenidos, e uma considerável proporção do esquadrão americano em Luzon foi danificado ou destruído, dando aos Japoneses a superioridade aérea que muito contribuiria para a sua conquista das Filipinas. O comandante americano em Luzon era o General Douglas MacArthur, que dispunha de cerca de 110.000 soldados filipinos e por volta de 30.000 soldados de linha. Os primeiros, inadequadamente treinados, foram espalhados ao longo da costa da ilha, enquanto os demais estavam concentrados perto de Manila. Quando as primeiras tropas japonesas, comandadas pelo General Homma, desembarcaram em Luzon, tiveram pouca dificuldade de romper as defesas do exército filipino, e logo estava, se dirigindo para o interior, rumo a Manila. Nessa altura, MacArthur retirou seus homens para a península fortificada da Bataan, movimento esse que foi vitoriosamente efetuado em 6 de janeiro de 1942, apesar do incessante ataque aos americanos em retirada. A área ocupada pelas tropas de MacArthur atrás de suas defesas na península não eram mais que meros 80 km de terreno infestado de malária. Os americanos, isolados de qualquer reforço, resistiram bravamente, embora seus efetivos estivessem sendo dizimados pela febre. Os japoneses foram igualmente reduzidos pela malária, mas receberam reforços em março e gradualmente empurraram os defensores para a extremidade da península. A 9 de abril o comandante americano (na ausência de MacArthur) capitulou.

Então um violento ataque japonês foi desferido contra a ilha de Corregidor, a apenas 3 km de Bataan, cuja guarnição agüentou uma terrível fuzilaria por parte da aviação japonesa e pela artilharia sediada em Bataan. No começo de julho estava tudo acabado, e as forças remanescentes se renderam, deixando os japoneses como senhores do norte das Filipinas.

A quarta operação japonesa começou em 8 de dezembro de 1941 e consistiu em desembarques em três pontos da península malaia: Singora, Patani e Kora Bharu, seu objetivo era tomar a Malásia e a vital base naval de Cingapura, que simbolizava o conjunto da presença ocidental armada no oriente, nas mãos dos ingleses. Todos esses desembarques foram feitos na costa leste, mas enquanto uma força diversionária avançava pelo leste da península, a força principal movia-se para o interior e entrava na Malásia pelo lado oeste.

Nesse ponto o poder marítimo britânico no oriente recebeu um duro golpe, que deveria facilitar grandemente a conquista japonesa da Malásia e Cingapura. O moderno navio de guerra King George V, o Prince of Wales, acompanhado pelo antigo cruzador Repulse, navegava sob o comando do Almirante Phillips para interceptar transportes japoneses que haviam acabado de desembarcar em Kuantan, na península malaia, quando os dois navios foram atacados por um grande numero de bombardeiros e lança-torpedos japoneses. Na falta de cobertura de um porta-aviões de acompanhamento (pois não havia nenhum disponível no momento), os navios apenas puderam se defender com fogo antiaéreo e afundaram após duas horas de ininterrupto e preciso bombardeiro japonês. Sua destruição permitiu que o programa japonês de desembarques prosseguisse sem obstáculos e acelerou a queda da Malásia e Cingapura. Encontrando resistência mal organizada e apoiados por uma inquestionável superioridade aérea, os invasores, comandados pelo General Yamashita, conquistaram a Malásia em dois meses. A 31 de janeiro de 1942, o remanescente das forças britânicas na região cruzou o estreito para a ilha de Cingapura.

A defesa da ilha era dificultada pelo fato de sua base naval ter sido construída para resistir a ataques vindos do mar. Assim, quando os japoneses vieram pela porta dos fundos, desembarcando na ilha à força em 8 de fevereiro, foram rapidamente capazes de estabelecer uma base de operações. Embora numericamente inferiores aos defensores, os japoneses estavam mais bem liderados, mais bem treinados e mais bem apoiados pelo ar. Logo estavam empurrando os ingleses para o sul, e apesar das exortações de Churchill para que se lutasse até a morte pela honra do império, as forças britânicas, cerca de 60.000 homens no total, capitularam depois de uma semana, a 15 de fevereiro com Cingapura em chamas ao seu redor. Este foi um dos piores reveses jamais ocorridos na historia militar britânica.

A queda de Cingapura seria seguida de perto pela entrada dos japoneses em Rangum, a 8 de março, e pela subseqüente retirada britânica para a Índia, pela fronteira indo-birmanesa. A conquista da Birmânia representou a consumação dos objetivos estratégicos japoneses no cenário oriental: o estabelecimento de uma inexpugnável barreira de defesa indo das Filipinas à fronteira da Índia, atrás da qual poderiam prosseguir insensatamente na sua intenção de colocar a China sob controle Japonês. Além disso, podiam garantir os fornecimentos de petróleo de que o embargo americano os privara.

A conquista Birmânia foi realizada por uma força japonesa comparativamente menor. Começou na metade de dezembro de 1941. Com um avanço para o norte da Birmânia, partindo da Malásia e da Tailândia. As forças britânicas de defesa logo se puseram em retirada, e no começo de março, quando os japoneses se encontravam perto de Rangum, a passagem ocidental para a China, seu comandante, o General Sir Harold Alexander, resolveu não tentar defender a cidade. O objetivo era recuar e defender Mandalay, que ainda poderia dar aos ingleses um elo com a China através da estrada da Birmânia. Mas os japoneses avançaram, depois de receber pesados reforços de tropas e aviões e em pouco tempo ficou claro que Mandalay também não podia ser defendida.

Os ingleses então começaram um recuo de 320 km em direção da fronteira, e no começo de maio já se encontravam a salvo, do outro lado. O número de feridos ultrapassou de longe o de japoneses, embora a maioria se tenha salvado, mas a Birmânia, a Tailândia, a Malásia e Cingapura estavam firmemente nas mãos dos japoneses. A barreira de defesa estava completa - seis meses depois de Pearl Harbor - e a Inglaterra tinha perdido todo o seu sustentáculo no Oriente.

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Re: 2ª Guerra Mundial

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